O Risco da Exaustão: Quando ‘Acelerar’ Atrapalha o Trabalho de Parto
Quando pensamos em “trabalho de parto ativo”, qual a primeira imagem que vem à mente? Provavelmente, a de uma mulher determinada: caminhando pelos corredores, balançando na bola suíça, mudando de posição. Criou-se uma cultura de que, para ter um bom parto, a mulher precisa estar o tempo todo “em movimento” para “acelerar o nascimento”.
Essa é uma das armadilhas mais perigosas para a gestante.
A verdade é que as contrações do trabalho de parto são constantes, mas há DESCANSO! E entender isso é a coisa mais essencial para uma experiência positiva. O oposto dessa ideia é a principal causa de frustração e esgotamento.
O Risco da Exaustão: Quando “Acelerar” Atrapalha
O trabalho de parto é uma maratona, não uma corrida de 100 metros. Você precisa de energia para a reta final: o período expulsivo.
Em nossa prática, já atendemos muitas pacientes que tiveram primeiras experiências de um parto onde ela se exercitou, realizou posições, [e fez] caminhadas durante TODO o trabalho de parto.
Qual era o objetivo? Quase sempre o mesmo: “tudo com o intuito de ‘acelerar’ o nascimento.”
O resultado? Infelizmente, também é quase sempre o mesmo: “resultando muitas vezes em exaustão.”
A mulher chega ao momento em que seu corpo mais precisa de força, e ela já gastou toda a sua energia em uma tentativa ansiosa de “fazer acontecer”. Ela está exausta, física e mentalmente. E é nesse momento que a cascata de intervenções pode começar.
A Sabedoria do Corpo: O Dom do Descanso
A natureza é perfeita. O trabalho de parto não foi feito para ser uma tortura ininterrupta.
O espaço entre uma contração e outra é um presente fisiológico. É o momento em que seu corpo se recupera, seu bebê se oxigena e sua mente descansa. Na fase inicial do parto (fase latente), a prioridade número um não é “acelerar”. É CONSERVAR ENERGIA.
Durma se as contrações permitirem. Coma. Hidrate-se. Assista a um filme. Fique quieta. O parto está acontecendo, mesmo que você esteja parada. Confie no processo.
“Faça o que o TEU CORPO pedir!”
“Mas então eu não devo me mexer? Devo ficar deitada?”
Não! A resposta é muito mais simples e profunda: Faça o que o TEU CORPO pedir!
A diferença é sutil, mas gigantesca. Não é sobre se forçar a fazer exercícios; é sobre ouvir o seu instinto.
Você não precisa de um “protocolo de movimentos”. O seu corpo é o guia. Na maior parte da fase latente, ele pedirá descanso. Mas em um determinado momento, ele irá EXCLAMAR por movimento!
Pode ser na transição (a fase mais intensa), pode ser quando o bebê precisa fazer uma rotação. Você sentirá uma necessidade incontrolável de mudar de posição, de ir para o chuveiro, de ficar de quatro, de se agachar.
E este SIM será o momento certo!
Este é o movimento instintivo. É o seu corpo trabalhando em perfeita harmonia com o seu bebê. Não é um movimento ansioso para “acelerar”, mas sim um movimento sábio para “facilitar”.
Conclusão: Confie no Processo (e nos Intervalos)
O seu corpo sabe parir. Ele sabe quando trabalhar e, o mais importante, ele sabe quando descansar.
Nossa função como profissionais de saúde não é te dar uma lista de exercícios para “acelerar” seu parto. Nossa função é proteger seu ambiente, garantir que tudo esteja seguro e te lembrar de confiar no seu corpo.
Confie nas contrações, mas, acima de tudo, confie nos seus descansos.
Você também tinha essa ansiedade de que precisava “fazer algo” para o parto acontecer? Como você enxerga a importância do descanso agora? Conte para nós nos comentários!
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