Na jornada para o parto, muitas famílias começam a pesquisar sobre a “humanização” e são levadas a acreditar em uma ideia simplista. Pode parecer que apenas não fazer intervenções obstétricas clássicas — como não deitar a mulher, não acelerar com soro ou não fazer exames de toque a todo momento — já resolve o problema.
Mas se fosse só isso, nosso trabalho seria fácil. A verdade é muito mais!
O parto é um evento intenso, visceral e imprevisível. O “não fazer” é apenas a superfície. O verdadeiro valor de uma equipe de parto não está apenas no que ela deixa de fazer, mas em como ela está presente em todos os momentos.
Este post é sobre o que significa, para nós, “estar ali para tudo”
A Arte da Presença: Sendo “Leve e Discreta”
Aqui entra a segunda camada, a “arte” do cuidado, que é tão importante quanto a ciência.
O parto é um evento hormonal. Para que a ocitocina (hormônio das contrações) e as endorfinas (analgésicos naturais) fluam, a mulher precisa se sentir segura, em privacidade e sem se sentir observada ou julgada. (Como já falamos em outros posts, é como um “evento sexual”!).
É por isso que, queremos que nossa presença seja leve e discreta.
Não somos as protagonistas; a mulher é. Não estamos ali para ditar regras, mas para servir de apoio. Como na foto que inspirou este post, muitas vezes nosso papel é ser a presença calma do outro lado da porta, o olhar de encorajamento, o ventilador ligado, a água oferecida. É garantir que o ambiente esteja perfeito para que o instinto dela possa assumir.
A Síntese: “Estamos Ali Para Tudo!”
A verdadeira assistência ao parto é a soma dessas duas frentes.
É a segurança de saber que a “mão” que oferece uma massagem relaxante é a mesma “mão de força” que sabe identificar um problema. É saber que o “abraço de entrega” que te acolhe no choro e na exaustão é também o abraço de uma profissional que tem total capacidade técnica.
É saber que estamos ali para tudo!
Para o “não fazer” (respeitar seu tempo, não intervir desnecessariamente) e para o “fazer” (agir rapidamente se um risco surgir).
Como você enxerga o papel da equipe no seu parto? Era essa a segurança que você buscava? Conte para nós nos comentários!
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